Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários
depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais
perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se
amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior:
muitas vezes, ela não sabe de quem se defender...

Todo
mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de
praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam
os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas "imperfeições" - e não
perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância,
discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do
que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como
pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de
15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de
violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode
ser traduzida como "intimidar" ou "amedrontar"). Sua principal
característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre
intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais
recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails
ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos
com fotos e textos constrange dores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência desse tipo.